Influência de alguns fatores oclusais

Influência de alguns fatores oclusais na prevalência das disfunções temporomandibulares.

O objetivo deste trabalho foi avaliar: a) a correlação entre fatores oclusais – como trespasse vertical e horizontal, presença de contato oclusal no lado de balanceio e discrepância de relação cêntrica para máxima intercuspidação habitual – com o diagnóstico de disfunção temporomandibular (DTM); b) a diferença entre o grupo teste e o grupo controle para a variável gênero, e c) a média de idade para o grupo de pacientes com DTM. A amostra foi constituída por 103 pacientes voluntários, sem distinção de raça e gênero, com idade entre 19 e 54 anos. Os pacientes selecionados foram divididos em grupo controle (n = 52) e grupo teste (n = 51) com diagnóstico de DTM. Os critérios de inclusão foram relacionados ao diagnóstico de disfunção temporomandibular, baseado no eixo I do protocolo RDC/TMD. O exame clínico e as mensurações foram realizados por dois examinadores previamente calibrados (Cohen kappa = 0.85). Para comparar a diferença entre as variáveis, do grupo teste e do grupo controle, utilizou-se o teste Qui-quadrado (p-valor < 0,05). Os parâmetros de trespasse vertical (p-valor = 0,054), trespasse horizontal (p-valor = 0,811), contato oclusal no lado de balanceio (p-valor = 0,271) e discrepância entre relação cêntrica e máxima intercuspidação habitual (p-valor = 0,146) foram negativamente associadas à disfunção temporomandibular. A média de idade no grupo teste foi de 25,88 anos e a diferença do número de mulheres entre os grupos estudados foi estatisticamente significativa. Concluiu-se que os fatores oclusais avaliados neste estudo não apresentaram associação com a disfunção temporomandibular.

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