O que é a Allumina?
Membrana para Regeneração Óssea

Membrana regeneradora com função de barreira tecidual para Regeneração Tecidual Guiada. Altamente biocompatível, com alta plasticidade e totalmente oclusiva. Reúne as melhores características das demais membranas e ainda tem:

  • Mais fácil instalação – reduz o tempo cirúrgico.
  • Maior eficácia em proteger a ROG – reduz infecções, dores e perda óssea.
  • Mais fácil remoção – sem morbidade em qualquer remoção, alivia o sofrimento do seu paciente.
  • Pode ser exposta intencionalmente por longos períodos sem prejuízo do processo regenerativo.
    Pode ser removida em torno de 10 dias, tendo cumprido seu papel de isolamento na regeneração.
  • Faz a sustentação do coágulo sanguíneo e isola os tecidos permitindo a regeneração tecidual – solução de problemas simples e complexos através de uma técnica cirúrgica segura e previsível.
  • Histofílica – estimula a proliferação e a aderência celular.
  • Manuseabilidade – Permite a total adaptação ao local e endurece na medida que o cirurgião desejar.

É SEM COMPARAÇÃO!

Porque a Allumina preenche todos os requisitos necessários à regeneração.

  • Oclusividade
  • Autossusentável
  • Selamento periférico
  • Autofixável
  • Tratamento de superfície
  • Plasticidade e Rigidez controlável
  • Histofilia
  • Não Reabsorvível
  • Manuseabilidade
  • Textura

FAQ da Allumina (Clique nas perguntas abaixo)

1. O que é a Allumina?

A Allumina é uma membrana com função de barreira celular e bacteriana para a regeneração dos tecidos ósseos. É utilizada principalmente na reconstrução óssea para corrigir defeitos ou para a instalação dos implantes dentais. A membrana é biocompatível, oclusiva, tem superplasticidade, ausência de memória e capacidade de encruamento, isto é, pode enrijecer na medida desejada pelo cirurgião no momento de sua aplicação. Devido a essas propriedades ela tem alta capacidade de isolamento direto, através da membrana e indireto, pelos bordos, sendo a única membrana com essa capacidade máxima de isolamento periférico.

2. Como a Allumina funciona no organismo?

A Allumina funciona à semelhança das membranas naturais do organismo como, por exemplo, o periósteo. Ela tem as seguintes propriedades:

  • isola com eficácia a região a ser regenerada, tanto direta, quanto perifericamente, pelos bordos da membrana.
  • faz a retenção do coágulo ou outro substrato associado, no espaço do defeito ósseo.
  • cria referencial para o crescimento celular.não interfere no processo regenerativo.
  • cria referencial de espaçamento para o crescimento celular.
3. Quais são as principais vantagens da Allumina?
  • Fácil instalação e remoção.
  • Maior isolamento tecidual direto e indireto.
  • Melhor isolamento periférico.
  • Permite exposição, garantindo a regeneração.
  • Auto fixável – não requer parafusos de fixação. Facilita a instalação e a remoção.
  • Autossustentável – cria o espaçamento na área a ser regenerada sem necessidade de apoio extra (efeito tenda), como parafusos.
  • Plasticidade, rigidez e resistência possíveis de serem controladas pelo cirurgião.
  • Macro, micro e nano textura adequadas para o contato celular.
  • Biocompatibilidade e Histofilia- exerce atração celular.
  • Quando exposta, permite a remoção não cirúrgica. Não exposta pode ser facilmente removida com mínima morbidade.


4. Como estas características ocorrem na Allumina?

A instalação facilitada, a fixação no local, a estabilidade, o repouso da ferida, a capacidade de formar um espaçamento (tenda) e o selamento periférico são devidos às suas propriedades físicas. Elas permitem que a forma da membrana, a resistência e a rigidez possam ser moduladas pelo cirurgião de acordo com a necessidade.

Selamento periférico único – sua plasticidade e ao mesmo tempo a capacidade de enrijecimento (encruamento), permitem um selamento completo nos bordos, impedindo o acesso celular e bacteriano pela periferia da membrana.

Permitem ao cirurgião a escolha da rigidez e resistência ideais em cada caso.

Com relação ao isolamento celular e bacteriano ela apresenta ainda:

– Isolamento direto, total oclusividade

– protege o local a ser regenerado da penetração celular e bacteriana direta através da membrana.

– Isolamento indireto, periférico – protege o local a ser regenerado da penetração celular e bacteriana pela periferia da membrana.


5. Com qual espessura devo iniciar a minha prática com a Allumina, para ter o melhor aproveitamento do material?

Deve-se começar a aplicação da Allumina sempre pela membrana média. Esta espessura tem todas as propriedades de maneira mais uniforme. As espessuras fina e grossa têm algumas propriedades reduzidas e outra exacerbadas, para serem usadas em situações especiais. São indicadas para quando o cirurgião, já experiente com o material, quer explorar de forma mais intensa os seus limites e, assim, aproveitar os seus extremos.

6. Qual a vantagem da Allumina ser totalmente oclusiva?

O primeiro e grande princípio da RGT – regeneração tecidual guiada, é o isolamento da área a ser regenerada, impedindo o aporte de células indesejáveis e, no caso da cavidade oral, também de micro-organismos. Para que isso ocorra, a membrana tem de ser totalmente oclusiva e ainda conseguir um selamento periférico eficaz.

Lundgren, Sennerby e Nymam (1995), precursores e criadores das bases da ROG- regeneração óssea guiada, afirmaram que, “apesar de desde os primeiros trabalhos de regeneração guiada tecidual ter se preconizado o uso de membranas perfuradas, o estudo demonstrou que nos casos de formação óssea, além do esqueleto, só se obtém resultados previsíveis com membranas totalmente oclusivas”. (Lundgren D, Lundgren AK, Sennerby L, Nyman S. Augmentation of intramembraneous bone beyond the skeletal envelop using an occlusive titanium barrier. An experimental study in the rabbit. Clin Oral Implants Res 1995; 6(2):67-72).                                                                                 



7. Mas as membranas totalmente oclusivas não geram mais exposição do que as porosas?

Sim. Mas as vantagens da total oclusividade superam em com vantagem, essa facilidade de exposição destas membranas, pois ao mesmo tempo que elas se expõem, elas não permitem o acesso celular e bacteriano ao local da regeneração.

A exposição de uma membrana porosa, no entanto, mesmo mínima, invisível ao exame clínico, pode levar à contaminação bacteriana do local da ROG e perda do processo refgenerativo.

A Allumina tem estudos clínicos de exposições intencionais ou não, controlados além de 18 meses sem nenhuma contaminação do local da regeneração. Ela é uma membrana com características ideais para poder se expor sem causar problema.

Um aspecto interessante é que, com o uso de técnicas adequadas de tratamentos prévios dos tecidos, de retalhos e suturas adequadas, as exposições se reduzem muito.


8. Como a Allumina é autossustentável?

Devido a sua capacidade de encruamento, isto é, de se endurecer à medida que é deformada, a Allumina adquire resistência e pode manter um espaçamento no defeito por si só, sem o auxílio de parafusos de sustentação ou outro dispositivo, como uma tela sob ela.


9. Como faço para enrijecer a Allumina?

A Allumina endurece à medida que é deformada, isto é, sua estrutura se enrijece de acordo com as alterações no posicionamento molecular, propriedade física chamada de encruamento. Então, faça dobras ou amasse a membrana enrugando-a, deformando-a plasticamente, para criar a forma que deseja. À medida que ela se deformar, ela irá se enrijecer e ganhar resistência. Isto permite criar o espaçamento desejado e a sua manutenção no local. – Assista ao Vídeo.

Allumina é a única membrana disponível que permite ao cirurgião alterar suas características físicas, tornando-a mais ou menos rígida, de acordo com as necessidades, durante o procedimento cirúrgico.

Devido à sua alta plasticidade e esta capacidade de se endurecer ao ser deformada, ela pode moldar-se facilmente e depois ficar com a forma definida, tornando-se rígida proporcionalmente à deformação sofrida. Desta forma, sua fixação ao local dispensa o uso de parafusos ou tachinhas, reduzindo os custos e facilitando a instalação e a remoção.


10. Por que a Allumina é autofixável?

A Allumina é autofixável, devido à sua alta plasticidade inicial, pois ela se adapta facilmente a qualquer irregularidade do local e, à medida que vai enrijecendo, pelo encruamento, isto é, pela própria deformação durante a sua adaptação ao local, ela mantém a forma adquirida e se prende ao local. Assim, ela se estabiliza e se fixa nas irregularidades do rebordo ósseo, sem necessidade de nenhum dispositivo de fixação, como parafusos ou tachinhas. Isto facilita muito a sua instalação e sua remoção do local, diminuindo também os custos e a morbidade dos procedimentos.


11. Por que eu deveria trocar o tipo de membrana que utilizo atualmente pela Allumina?

Allumina reúne em um só produto o maior número de propriedades e características que ajudam, agilizam e garantem os melhores resultados em regeneração óssea e periodontal. Ela é o padrão ouro das membranas para regeneração. Além disso, ela reduz os custos e facilita sua aplicação e remoção, pois dispensa o uso de dispositivos adicionais como parafusos e tachas de fixação, parafusos de sustentação, telas de titânio etc.



12. Mas a membrana Allumina é muito mais cara que a membrana de COLÁGENO que uso atualmente?

A membrana de colágeno não tem a mesma função que a Allumina. Elas têm diferentes indicações e uma não exclui a outra. Em muitos casos, o uso concomitante das duas é altamente indicado, como é o caso em cirurgias do seio maxilar. A membrana de colágeno não atende a vários pontos cardeais da regeneração e, apesar de em alguns casos ela alcançar bons índices de regeneração, ela não o faz com a segurança e a previsibilidade desejada ou necessária. Com a Allumina, a reprodutibilidade dos resultados é muitas vezes mais garantida.

Além disso, o preço é algo muito relativo, depende da relação custo-benefício e neste caso ela é altamente favorável à Allumina, pois o pouco mais que se paga retorna em segurança, confiabilidade, garantia de resultados e satisfação do profissional e paciente.



13. Mas a membrana Allumina é mais cara que a membrana de Polipropileno ou PTFE que uso atualmente?

Conforme já relatado, a Allumina é o padrão ouro das membranas, comprovado por testes laboratoriais, estudos em animais e ensaios clínicos. Ela está no mercado há mais de 25 anos, isto é, já passou na prova do tempo. Nestes anos já se viu muitas outras membranas entrarem e saírem do mercado e só ficaram as que realmente tem resultados. Esta prova é dura e verdadeira.

As membranas muito lisas e sem deformação rígida, sofrem micromovimentos e alteram o processo osteogênico. As células MND e os pré-osteoblastos precisam de condições muito favoráveis para se diferenciarem em osteoblastos, e um dos pontos mais importantes é o repouso. Nas fraturas ósseas, por exemplo, o movimento impede totalmente a osteogênese. As membranas de PP, PTFE, Poliglatina, etc., não atendem a todos os requisitos da RGT, oferecendo somente alguns e, dessa maneira, apesar de terem resultados, elas não atingem os índices de segurança e previsibilidade da Allumina.

Quanto ao preço, aplica-se o mesmo conceito informado no item anterior, isto é, o preço é algo muito relativo, depende da relação custo-benefício e neste caso ela é altamente favorável à Allumina, pois o pouco mais que se paga retorna em segurança, confiabilidade, garantia de resultados e satisfação do profissional e dos pacientes.


14. Pra que serve esse papel cirúrgico que acompanha a membrana Allumina?

O papel cirúrgico é uma cópia da membrana, que auxilia na obtenção do modelo para se recortar e se obter a forma desejada. O papel deve ser colocado completamente hidratado e bem amolecido sobre o local a ser isolado, adaptando-se facilmente ao rebordo ósseo e contornando o defeito. Com o auxílio de um instrumento de ponta fina, como uma rugina ou uma pinça, pressiona-se sobre o papel no contorno que se deseja recorta-lo. Ao se fazer o movimento e a pressão sobre o papel, o sangue penetra entre as suas fibras marcando o contorno do recorte. Retira-lo do local, recortar com a tesoura e retornar ao local para o ajuste final. Após se obter a forma desejada, coloca-lo sobre a membrana e fazer o seu recorte. Este procedimento reduz a manipulação da membrana, facilita a obtenção de sua forma, evita erros e perda da membrana e reduz a sua contaminação.




15. Existe alguma situação clínica em que a membrana Allumina possui restrições ou limitações?

Toda membrana tem algum tipo de limitação, dependendo do que se deseja fazer com ela. Não se pode exigir do material além do que ele pode dar. Quanto ao uso, não há restrições ou limitações. A Allumina pode ser usada irrestritamente.



16. Qual é a composição da Allumina?

Allumina é composta de um núcleo de alumínio grau médico e um revestimento especial de cerâmica; a alumina, nome genérico do Al2O3. Esta camada cerâmica na Allumina é obtida de forma especial para que tenha alta biocompatibilidade e histofilia, tornando a sua relação com o organismo a melhor possível em termos de biomaterial.

Além disso, ela recebe um tratamento de superfície de descontaminação à semelhança do que se usa nos implantes e uma texturização que lhe dá uma superfície com macro, micro e nano características ideais para o crescimento celular.


17. Em que casos posso utilizar a Allumina ?

A Allumina é indicada em todos os procedimentos onde se deseja guiar a regeneração tecidual: óssea, periodontal ou de tecidos moles. É utilizada principalmente em defeitos ósseos pós-exodontias, traumáticos, periodontais, peri-implantares, sequelas de lesões – cistos ou tumores, fenestrações e deiscências ósseas e periodontais. Sua utilização adequada pode reduzir muito os enxertos ósseos preparatórios para os implantes fazendo-se o aumento da crista óssea por regeneração. Também deve ser usada concomitantemente na instalação dos implantes, principalmente nas instalações imediatas, pós-exodontias.

18. A Allumina é radiopaca?

Sim, mas devido a sua espessura ela pouco aparece por causa da alta quilovoltagem utilizada nas radiografias. Quanto maior a espessura, mais radiopacidade e mais possibilidade de visualização. Quando a membrana está contornando o rebordo, isto é, dobrada sobre a crista óssea, o ângulo de incidência do raio pode atravessá-la em toda a sua extensão no sentido buco-lingual e, então, ela fica bastante evidente, como uma linha fina sobre o rebordo.

19. É necessário que a Allumina seja hidratada antes de usar?

Não é absolutamente necessário, mas aumenta a sua molhabilidade e consequentemente a histofilia inicial ao se coloca-la no organismo. A cópia em papel cirúrgico deve ser molhada até se hidratar completamente, para facilitar a sua adaptação no defeito e a sua modelagem.

Assista no nosso canal no Youtube o vídeo de manipulação da membrana (Hands On Allumina) e algumas cirurgias.

Consulte também o livro: Cruz M. Regeneração Guiada Tecidual, Santos Ed, 2006 e as Instruções de Uso.

Assista:  Fácil instalação – Membrana Regeneradora


20. Como adaptar Allumina ao defeito ósseo?

Allumina é a membrana com a melhor manuseabilidade. Ela tem alta plasticidade, ausência de memória e aumento da resistência à medida que é deformada, encruamento. Faça primeiramente a modelagem do papel cirúrgico, em seguida coloque-o sobre a membrana, recorte-a com a tesoura a faça sua adaptação ao local digitalmente e com o auxílio de pinças ou ruginas.

Ela se adapta facilmente e permanece com a forma do local. Procure explorar tambem a sua capacidade plástica de se deformar e o seu aumento da rigidez para obter o máximo de isolamento periférico e de estabilidade.

Assista no nosso canal no Youtube o vídeo de manipulação da membrana (Hands On Allumina) e algumas cirurgias.

Consulte também o livro: Cruz M. Regeneração Guiada Tecidual, Santos Ed, 2006 e as Instruções de Uso.

Assista:   Fácil instalação – Membrana Regeneradora



21. Quanto devo estender a Allumina além do defeito para conseguir o isolamento e a estabilidade da membrana?

A extensão da membrana depende muito do tipo de defeito que se está corrigindo, das condições da crista óssea e da habilidade do cirurgião. O ideal é que a membrana ultrapasse pelo menos 1mm a 2mm os limites do defeito ósseo para se obter o isolamento celular do local, mas há casos em que ela deve se estender para ganhar mais estabilidade e fixação.

A extensão, portanto, depende do mínimo para o isolamento e um tanto que dará estabilidade na membrana. Ela deve ser a menor possível que atenda estes dois aspectos. Uma extensão muito grande reduz a área de nutrição do retalho e pode gerar exposições desfavoráveis. Então o cirurgião deve estar atento a estes aspectos de isolamento, estabilidade e não obstrução do retalho para a melhor decisão.

Assista no nosso canal no Youtube o vídeo de manipulação da membrana (Hands On Allumina) e algumas cirurgias.

Consulte também o livro: Cruz M. Regeneração Guiada Tecidual, Santos Ed, 2006 e as Instruções de Uso.

Assista:   Fácil instalação – Membrana Regeneradora


22. É preciso fechamento primário dos retalhos quando uso Allumina?

O fechamento primário é importante em qualquer processo regenerativo, mas nem sempre é possível e se não ocorrer com a Allumina , ela é capaz de manter o status da regeneração em boas condições.

O cirurgião deve dominar técnicas de preparo tecidual pré-cirúrgico, técnicas de retalhos e suturas, para obter o fechamento primário e reduzir ao máximo as exposições. Mas, se as exposições ocorrerem, a total oclusividade e selamento da  Allumina impedem a contaminação direta do local a ser regenerado.

Uma informação importante é que nenhuma membrana deve ser INTENCIONALMENTE DEIXADA EXPOSTA. Não há evidências publicadas que justifiquem isso. O fechamento primário da ferida cirúrgica reduz os riscos e aumenta a segurança dos resultados. Assim, a exposição nunca deve ser intencional, mas quando for inevitável, ela pode ser administrada pelo cirurgião, principalmente com as membranas totalmente oclusivas e selantes como a Allumina.

Veja ebook: Cruz, M – Esposições de Membranas em ROGs. 2022.




23. Quando devo remover a Allumina do local em regeneração ?

Depende das condições locais:

Sem exposição   de 3 a 6 meses, dependendo do que se deseja após a regeneração. Nas regenerações periodontais, deixar a membrana por, no mínimo, 3 meses. 

Caso se deseje um osso mais maduro, em regenerações mais amplas ou para se instalar implantes, deixar a membrana por pelo menos 6 meses.

Com exposição   fazer a avaliação clínica do papel da membrana. Em primeiro lugar da capacidade de isolamento bacteriano e celular e em segundo de sua estabilidade no local não interferindo na diferenciação celular. Em terceiro se a exposição está alterando os contornos dos tecidos moles e prejudicando a estética, especialmente na região anterior. Caso a relação custo-benefício seja desfavorável considere um mínimo de permanência de 10 dias, tempo mínimo de ocorrer a diferenciação celular. Se todos estes fatores estiverem sob controle, a membrana pode permanecer exposta pelo tempo que se desejar, devendo obedecer aos prazos indicados como se fosse sem exposição.

Alguns estudos mostram membranas expostas por mais de 15 meses, sem problemas.


24. A remoção da Allumina é fácil?

Sim. Se houver exposição, basta remove-la delicadamente com uma pinça tipo College, Mosquito ou Mathieu. Também pode-se utilizar uma sonda exploradora para desloca-la. Os tecidos não se aderem na membrana e a sua remoção é então facilitada. Esta é outra vantagem de sua total oclusividade que não permite a aderência tecidual pelo crescimento intersticial, como as membranas porosas que são de difícil remoção, pois os tecidos se entrelaçam entre suas fibras ou poros.


25. Ao se remover a Allumina, o que deverei encontrar no local onde ela foi colocada?

Depende do tempo que ela permaneceu no local. Se for no tempo mínimo de 10 dias, haverá o tecido de granulação já se diferenciando. Após 3 meses, haverá osso formado recoberto por tecido fibroso que é a camada fibrosa isolante do periósteo.


26. É preciso curetar ou suturar os retalhos cirúrgicos para aproximá-los quando remover a Allumina ?

Não. Em nenhuma situação deve-se curetar ou suturar o local. Após remover a membrana, higienizar delicadamente e deixar o local livre para o processo cicatricial seguir espontaneamente. Acompanhar clinicamente o paciente para o controle de infecções no local. Se a exposição não for muito extensa, em aproximadamente 3 dias haverá a cobertura epitelial de toda a área. Nas exposições maiores deve ser feito o controle por duas semanas.


27. Que cuidados são necessários enquanto se aguarda a regeneração?

Manter a membrana livre de movimentos e de micro-organismos, nos casos de sua exposição. Nos casos fechados, orientar o paciente para não interferir no local com a mastigação ou escovação traumática.


28. Pode ser colocado o dente provisório sobre o local em regeneração com a Allumina?

A instalação dos dentes provisórios, se não exercerem pressão no local, e se não impedirem a devida higienização só trazem benefícios protegendo ainda mais a região.


29. É preciso usar algum biomaterial para preenchimento do defeito sob a Allumina?

Apenas o coágulo é suficiente como substrato para a formação tecidual, mas, dependendo do defeito, o coágulo não tem condições de se manter estável no local, podendo se retrair ou deslocar. Com isso, ele pode perder volume e não ocupar toda a área a ser regenerada. Assim, nestes casos, deve-se condicionar o coágulo utilizando algum biomaterial que dê a ele maior estabilidade dimensional. Pode-se usar pequenas partículas de esponja de colágeno, esponja de fibrina, PRP ou osso orgânico bovino. Todos estes materiais devem possibilidade de serem reabsorvidos nos primeiros estágios do processo regenerativo, isto é, na faze de demolição do coágulo e sua substituição pelo tecido de granulação. Materiais não absorvíveis são contrários aos princípios fisiológicos ocupando o lugar do osso ou tecido que irá se formar.   

Assista no nosso canal no Youtube o vídeo de manipulação da membrana (Hands On Allumina) e algumas cirurgias.

Consulte também o livro: Cruz M. Regeneração Guiada Tecidual, Santos Ed, 2006 e as Instruções de Uso.


30. É preciso usar algum tipo de artefato para se fixar a Allumina no local?

Não. Devido às suas características físicas de plasticidade e encruamento, a Allumina  é capaz de se fixar e se estabilizar em qualquer local sem a ajuda de parafusos ou tachinhas. Em alguns locais onde não há irregularidades na crista que facilitam a sua fixação, isto é, o osso é muito liso, deve-se fazer uma extensão da membrana prendendo-a em algum local próximo. Esta característica reduz os custos, facilita a instalação e a remoção da membrana.


31. Posso reaproveitar as sobras da Allumina?

Allumina é de uso único e não pode ser reutilizada.  Também, as partes não utilizadas não devem ser guardadas para uso posterior, pois foram certamente contaminadas de alguma forma e não é possível a sua descontaminação fora do laboratório do fabricante. Ela passa por um rigoroso tratamento de superfície, que inclui descontaminação total e absoluta de sua superfície, criando ótimas condições para a regeneração. Se for contaminada, não há maneira de retratá-la fora das condições laboratoriais da fábrica. Esterilização é uma coisa, tratamento de superfície é outra, muito diferente. Na esterilização os corpos bacterianos, apesar de mortos, ainda estão presentes na superfície e podem causar dano aos tecidos, devido às toxinas da parede celular-LPS.

Na descontaminação, toda a matéria orgânica e inorgânica não própria da superfície, são removidas deixando a superfície livre de qualquer tipo de contaminantes. O processo inclui, tratamento com micro-ondas, plasma de argônio, altas temperaturas (>400oC) banhos com ácidos e bases, e subtração da camada externa por jateamento.


32. Necessita-se de instrumental especial para usar Allumina ?

Não. Instrumentos utilizados normalmente em cirurgias como pinças, curetas, tesoura e demais instrumentos com os quais o cirurgião está acostumado poderão ser usados, desde que permitam a sua correta manipulação. No entanto, há um kit específico para se utilizar em procedimentos regenerativos que facilita e agiliza estes procedimentos.

Consulte o catálogo do kit RGT


33. Quais as dimensões e a apresentação da Allumina ?

Allumina apresenta-se em lâminas de 30mm X 25mm (Standard) e 50mm x 30mm (Plus).  

Acompanha a Allumina  uma cópia em papel cirúrgico com as mesmas dimensões, para se fazer a modelagem sobre o local onde será aplicada.



34. Porque a Allumina é o padrão ouro das membranas?

Porque é a única membrana que reúne em um só produto o maior número de condições favoráveis à regeneração. Ela atende a todos os pontos cardeais da regeneração guiada tecidual. Além disso, seus resultados estão bem documentados com estudos laboratoriais e ensaios clínicos ao longo de 25 anos. Ela já passou na prova do tempo e por isso se pode confiar.


35. A Allumina deve ser usada nos implantes imediatos em qualquer situação?

Sim. Nos implantes imediatos, sempre haverá uma diferença de forma entre o alvéolo e o implante, deixando espaços em torno da plataforma, que poderão ser ocupados por tecidos moles, reduzindo a formação óssea periimplantar. Por isso, a utilização de uma barreira física sobre estes espaços é sempre uma necessidade. Também nos casos de defeitos ósseos onde os implantes não fiquem justos, é necessária a proteção com as membranas.  Nestes casos, a  Allumina incrementa o processo regenerativo e protege a osseointegração de forma eficaz e segura.


36. Depois de aberta a embalagem e exposta ao meio ambiente, qual o tempo de trabalho que tenho para utilizar Allumina?

Depois de aberta a embalagem e exposta a membrana, é recomendável que se utilize a Allumina imediatamente, isto é, no tempo cirúrgico, pois mesmo em ambiente limpo pode ocorrer a contaminação de sua superfície e como consequência reduzir o sucesso do procedimento. Suas propriedades e características de superfície são obtidas sob severas e controladas condições ambientais e, por isso, não se deve deixa-la exposta por muito tempo sob o risco de se perder estas características.


37. Durante as manobras de instalação da Allumina, que cuidados tenho que ter para não contamina-la?

Mantenha a Allumina  mergulhada em soro fisiológico, em um recipiente absolutamente limpo e estéril na mesa cirúrgica, como uma placa de Petri. Manuseá-la o mínimo possível fora do local e evitar contato com áreas da mucosa e da boca que não seja o local onde se deseja colocá-la. Evitar qualquer contaminação no lado da membrana onde se deseja a regeneração, isto é, no lado que ficará voltado para o local a ser regenerado.

A manipulação e a instalação inadequada do produto podem interferir no processo regenerativo, ocasionando redução ou anulação dos índices de regeneração desejados. O profissional deve estar familiarizado com os princípios da Regeneração Guiada e capacitado tecnicamente para a utilização do produto.


38. Qual o lado da Allumina que deve ficar voltado para o local da regeneração?

Os dois lados da Allumina são exatamente iguais e ambos podem estar voltados para o local a ser regenerado. No entanto, após a escolha do lado interno, não se deve mais mudar e deve-se tocar neste lado o mínimo possível.


39. Como devo fazer o descarte da Allumina?

Em caso de descarte de produto vencido e não utilizado, tratar como RSS Grupo D.

Após utilização, se removido do paciente, tratar como RSS Grupo A4 de acordo com o PGRSS adotado, em conformidade com a norma RDC/ANVISA nº 306/2004.

As embalagens devem ser fisicamente descaracterizadas e acondicionadas como Resíduo do Grupo D, podendo ser encaminhadas para processo de reciclagem.


40. Quais são as contraindicações de uso da Allumina?

Allumina está contraindicada onde os princípios da regeneração guiada tecidual não podem ser aplicados por razões locais ou sistêmicas.


41. Existem publicações cientificas comprovando a eficácia da Allumina ou gerando evidencias para o seu uso seguro?

Sim. As características físicas e químicas, as qualidades diferenciais, eficácia e efetividade da Allumina estão baseadas em evidências científicas obtidas por meio de estudos laboratoriais como crescimento celular sobre a sua superfície, estudos de regeneração e de toxicidade em animais, ensaios de resposta celular em humanos e ensaios clínicos e relato de casos, publicados em periódicos nacionais e internacionais, e um livro de texto, com documentação clínica de mais de 15 anos de uso.

Confira as Publicações Científicas  


42. Onde e quando foi desenvolvida a Allumina?

Ela foi desenvolvida no Clinest- Centro Clínico de Pesquisa em Estomatologia, pelos pesquisadores Dr. Mauro Cruz, DMD, MSc, PhD e Dr. Clóvis da Cruz Reis, DMD, EPD, EO, nos primórdios da técnica da Regeneração Tecidual Guiada, na década de 80.

A primeira publicação apresentando-a a comunidade científica foi a Nota Prévia, em 1991, após já cinco anos de aplicação clínica e testes laboratoriais e clínicos   (  Cruz M, Reis CC, Silva VC. Nota prévia: Utilização da Alumina® AL2O3 como filtro biológico na regeneração guiada dos tecidos(RGT). Odontol Mod. 1991; 18(5): 20.).



43. A Allumina já foi ou é usada em outros países?

Sim. Apesar da Allumina estar comercialmente somente no Brasil, alguns trabalhos foram realizados em diferentes centros clínicos e universidades de outros países como Alemanha, Áustria e Chile.


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